Até então tenho me calado diante de tantas calamidades relacionadas à violência em Porto Alegre (RS). Mas há uma semana tenho tentado me colocar no lugar dos filhos que perderam uma mãe de forma tão cruel enquanto exercia seu poder maternal: de buscar um deles no colégio. A gaúcha Cristine Fonseca Fagundes, de 44 anos, estava acompanhada da filha de 17 anos. Ela estacionou o carro e, enquanto esperava pelo filho de 10 anos, foi surpreendida por três bandidos – um deles, armado. Mesmo sem reagir, levou um tiro na cabeça, morrendo na hora, e na frente da filha. Antes deste episódio, a gangue já havia cometido, naquele mesmo dia, seis outros roubos.

Sempre tive o costume de buscar meus filhos no colégio, anos a fio. Meu melhor momento do dia era sempre aquele, pois era quando eu podia revê-los e abraçá-los. A exemplo dela, sou separada. E sempre tive que fazer tudo sozinha. A exemplo dela, também trabalho por conta própria e não leso pessoa alguma. A exemplo dela, também tenho uma filha de 17 anos.

Esta perda calou fundo no meu coração. Infelizmente este episódio vai cair no esquecimento das pessoas, assim como de milhares de outros atos de barbárie. Mas vai marcar como uma ferida no coração daqueles que a perderam.

A violência perpassa por uma crise social, sim. Esse contexto de crise estrutural, caracterizado pelo aprofundamento da miséria e pelo colapso das políticas públicas, reflete diretamente no dia a dia da vida das pessoas, gerando insegurança, medo e mais violência. E é justamente isso que a violência impetra.

A questão é muito polêmica e merece atenção e cuidado especial por parte dos governantes. Independente do rumo que tomará nosso país por parte do chefe da Nação, quero deixar claro meu sinal de alerta: Quero paz! Quero vida!

A violência jamais pode ser considerada algo banalizado, mas o resultado do desequilíbrio de todas as relações: emocionais, psicológicas, sociais, econômicas e políticas. Não existe solução mágica para o combate da violência, mas a motivação de combatê-la com vontade pode ser o caminho. Sejam bem-vindos integrantes da Força Nacional!

Este foi só um desabafo de uma jornalista que é, essencialmente, mãe!

Terezinha Tarcitano

Assessora de Imnprensa

www.ttarcitano.com.br




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